segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

ORDEM SOBERANA E MILITAR DE MALTA
NOVE SÉCULOS DE HISTÓRIA (1113-2013)
AO SERVIÇO DA FÉ E DOS MAIS NECESSITADOS
 

Um grupo de mercadores de Amalfi funda, em meados do século XI, um hospital próximo do Santo Sepulcro, o qual, aquando da tomada de Jerusalém, em 1099, já possuía uma capela dedicada a São João de Alexandria, encontrando-se dirigido por um leigo, Gerardo, sob a tutela dos beneditinos.
Posteriormente, o hospital autonomiza-se e muda o seu patrono para São João Baptista, aproximando-se dos cónegos do Santo Sepulcro. Em 15 de Fevereiro de 1113, o Papa Pascoal II, através da Bula Pie Postulatio Voluntatis, reconhece a Ordem do Hospital, a qual viria a fundar inúmeros institutos na Europa. Os seus estatutos foram fixados por Raimundo de Puy, sendo a regra aprovada por Eugénio III, em 1153.
Tendo como objectivos primevos a assistência aos pobres, doentes e peregrinos, cedo os hospitalários, tal como aconteceu com outras ordens, passaram a ter uma função militar, relacionada com a defesa dos territórios cristãos na Terra Santa e, depois na Europa, em especial na Península Ibérica. Protegiam também os peregrinos junto das principais vias de passagem para Jerusalém.
A Ordem de S. João possuía estabelecimentos hospitalares em Jerusalém, Acre Chipre e Rodes, para além de vários sítios na Europa. Com a perda de Acre (1291), onde se havia centrado a sede da Ordem, e o fim da presença europeia na Terra Santa, os hospitalários transferem a sua sede para Chipre. Em 1530, mediante acordo celebrado com o imperador Carlos V, a Ordem do Hospital passa a sua sede para a ilha de Malta, facto que originou a nova designação, Ordem de Malta.


Bula "Pie Postulatio voluntatis", de 15 de Fevereiro de 1113, pela qual o Papa Pascoal II (n.13.VIII.1099, f.21.I.1118), reconheceu o estatuto religioso e confirmou a  soberania da Ordem do Hospital.

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