terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Apresentação do livro 'Rossas e a Ordem de Malta', de António Brandão de Pinho

No passado dia 6 de Dezembro, na Igreja Paroquial de Rossas, antiga comenda da Ordem de Malta, teve lugar a apresentação do último trabalho de António Brandão de Pinho, natural daquela freguesia e presidente da Mesa da Assembleia Geral da Associação de Defesa do Património Arouquense, que editou o livro e esteve representada pelo Secretário da Direcção, Senhor Eng.º Alberto Carreira Brandão de Vasconcelos.
A Sessão de Apresentação foi presidida por S.E. o Senhor Embaixador da Ordem de Malta em Portugal, Dr. Miguel de Polignac de Barros, que, entre outras considerações, contou a história da sua iniciativa e convite ao Dr. António Brandão de Pinho para ingressar na Ordem de Malta.
Correspondendo ao convite que lhe dirigiu o confrade e autor, S.E. o Senhor Conde de Albuquerque, Presidente do Conselho da Assembleia dos Cavaleiros Portugueses da Ordem Soberana e Militar de Malta, dignou-se apresentar o livro, o que fez de forma exaustiva e muito elogiosa.
Dignaram-se ainda assistir a esta apresentação o Excelentíssimo Senhor Presidente da Assembleia Municipal de Arouca, Prof. Doutor Elísio Brandão, e a Excelentíssima Senhora Vereadora da Cultura, Desporto e Turismo, também em representação do Excelentíssimo Senhor Presidente da Câmara, Dra. Margarida Belém, que ofertou os convidados com lembranças do município.
Estiveram ainda presentes, para além de muitos amigos e conterrâneos do autor e representantes da comunicação social local, o Senhor Fernando Mendes, Presidente da Junta de Freguesia de Arouca e Burgo e o Senhor Prof. Doutor José do Vale Quaresma, Vice-Juiz da Real Irmandade da Rainha Santa Mafalda de Arouca.
Concluída a Sessão de Apresentação, S.E. o Senhor Dr. Miguel de Polignac de Barros, e S.E. o Senhor Dr. D. Augusto de Albuquerque de Athayde, aceitaram o convite e acompanharam o Reverendo Pe. João Pedro Bizarro, o Senhor Presidente da Junta de Freguesia, e demais membros da Fábrica da Igreja, Junta e Assembleia de Freguesia de Rossas, na visita à Igreja Matriz e Núcleo Museológico da Paróquia.
O livro "Rossas e a Ordem de Malta" teve o apoio da Beira Mar Confeitaria, de Niterói, Brasil; da Arouplás, Plásticos Técnicos; da Caixa de Crédito Agrícola de Arouca; da Embaixada e Assembleia da Ordem de Malta em Portugal; da Câmara Municipal de Arouca, do Conselho da Fábrica da Igreja de Rossas e da Junta de Freguesia de Rossas, que assegurou a logística do evento e almoço de confraternização entre os ilustres convidados, membros da Fábrica da Igreja, da Junta e Assembleia de Freguesia de Rossas.
Concluído este programa, S.E. o Senhor Embaixador da Ordem de Malta em Portugal fez ainda questão de visitar o Mosteiro de Arouca, mais própriamente o túmulo da Rainha Santa Mafalda, que tinha os Cavaleiros Hospitalários como seus confidentes e protectores, e a Igreja, cujo traço de recuperação foi feito pelo maltês Carlos Gimac, que veio para Portugal a convite dos mais altos dignitários da Ordem de Malta à época.

O autor
António Brandão de Pinho é natural da freguesia de Rossas, concelho de Arouca, onde nasceu em 11 de Fevereiro de 1978. É licenciado em Direito pela Universidade Lusíada do Porto e Pós-Graduado em Direito das Sociedades Comerciais, Abertas e de Mercado pela Universidade Católica de Lisboa e Mediador de Conflitos, inscrito na lista de Mediadores do Ministério da Justiça. É Cavaleiro da Ordem Soberana e Militar de Malta e Membro  do Conselho da Assembleia dos Cavaleiros Portugueses.
Antes de rumar ao Porto, onde se formou, e a Lisboa, onde exerce actividade, foi dirigente associativo, tendo sido, entre outros cargos, Presidente da Direcção do Grupo Cultural e Recreativo de Rossas, primeiro Presidente da Federação das Associações do Município de Arouca e Vice-presidente da Federação das Associações Juvenis do Distrito de Aveiro. É ainda Irmão da Real Irmandade da Rainha Santa Mafalda de Arouca e Presidente da Mesa da Assembleia Geral da Associação de Defesa do Património Arouquense.
Jurista de formação e historiador por vocação, como costuma dizer, desde muito cedo começou a pesquisar aspectos da história de Arouca e, principalmente, da freguesia de Rossas, contando-se entre os seus principais trabalhos: "História de Arouca em Datas", "Senhora do Campo. Fé, Devoção, História e Tradição", "Rossas. A Terra e o Povo" e "História e Genealogia das Principais Casas e Famílias de Rossas, de 1600 a 2000".
Recentemente, concluiu um artigo epigrafado "Quinta da Alcaidaria-Mor, propriedade da Ordem de Malta, de D. Nuno Álvares Pereira ao 1.º Barão de Alvaiázere", publicado na revista Filermo, Volume 16, pp.37-66. Concluiu também um trabalho mais extenso sobre heráldica autárquica e história da Ordem de Malta em Portugal, epigrafado: "A Cruz da Ordem de Malta nos Brasões Autárquicos Portugueses".

Os livros publicados por António Brandão de Pinho no corrente ano

A mesa da Sessão de Apresentação

Mário de Pinho Brandão, representante da Fábrica da Igreja de Rossas e autor do prefácio, no uso da palavra

José Paulo Oliveira, Presidente da Junta de Freguesia de Rossas, no uso da palavra

S.E. o Senhor Conde de Albuquerque no uso da palavra

S.E. o Senhor Dr. Miguel de Polignac de Barros no uso da palavra

Aspecto da assistência, com destaque para o Excelentíssimo Senhor Presidente da Assembleia Municipal de Arouca, Prof. Doutor Elísio Brandão, e a Excelentíssima Senhora Vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Arouca, Dra. Margarida Belém


O autor a autografar os seus livros


Os cumprimentos ao autor

S.E. o Senhor Conde de Albuquerque à conversa com o Senhor Prof. Doutor Elísio Brandão

No almoço de confraternização entre os convidados, membros da Fábrica da Igreja, Junta e Assembleia de Freguesia de Rossas

Aspecto geral de uma das mesas do almoço de confraternização


S.E. o Senhor Embaixador da Ordem de Malta em Portugal e António Brandão de Pinho, em visita a Igreja e túmulo da Rainha Santa Mafalda, no Mosteiro de Arouca

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Falecimento de João Pedro de Campos Henriques Secretário-Geral da Assembleia dos Cavaleiros Portugueses da Ordem Soberana Militar de Malta

João Pedro de Portugal de Campos Henriques
04.X.1956-22.X.2015
Foi com profunda consternação que recebemos a notícia do falecimento do Nosso Confrade e Amigo, Exmo. Sr. Dr. João Pedro de Portugal de Campos Henriques, Cavaleiro de Honra e Devoção da Ordem Soberana e Militar de Malta, Secretário-Geral da Nossa Assembleia dos Cavaleiros Portugueses.
Foram muitos os familiares, amigos e conhecidos, que passaram pela Basílica da Estrela, em Lisboa, dar um último Adeus a João Pedro de Campos Henriques e reconfortar sua esposa Teresa de Campos Henriques e filhos: Carolina, de 25 anos, Carlota, de 21, Costança, de 19, e João Maria, de 13, todos sempre muito prestimosos para com a Ordem de Malta, a que seus pais se vinham dedicando de forma muito abnegada.

«Desde Fevereiro de 2012 que se dedicou sem reservas à Ordem de Malta como Secretário-Geral do Conselho, tendo sido incansável no desenvolvimento de novos projectos do âmbito Hospitalar, Cultural, Comunicação e Imagem, contribuindo fortemente para o crescimento da acção e do reconhecimento da Ordem de Malta em Portugal», referiu Salvador Simões de Almeida, seu braço-direito na Ordem de Malta.
«Do João posso dizer que era uma pessoa boa, que não era indiferente a quem passava mal, solidário e com um coração enorme. Punha a beleza e o seu saber estético ao serviço dos outros de modo a torná-los felizes», escreveu João Freire de Andrade, seu Confrade e Amigo.
«Partiu primeiro do que nós, deixando-nos uma saudade infinda neste mundo, nesta fase da vida que ele já deixou, mas onde nós ainda continuamos, recordando a sua amiga presença. Continuamos no passado que somos. O João Pedro e...stá no Presente, vendo a Face de "Eu Sou" que é a Esperança que ansiamos, sentimento de que já não precisa por estar junto do Pai, escreveu o Senhor Coronel António Feijó», destacado Membro da Ordem de Malta.

Investidura de João Pedro de Campos Henriques, na Santa Missa de Natal
realizada em 11 de Dezembro de 2010 na Igreja de Santa Luzia
Com S.E. o  Presidente da Assembleia dos Cavaleiros Portugueses e
S.E. o Embaixador da Ordem Soberana de Malta em Portugal
Com S.E. o Presidente da Assembleia dos Cavaleiros Portugueses e
S.A.E. o Príncipe e Grão Mestre da Ordem Soberana e Militar de Malta
Com S.E.R. o Senhor Cardeal Patriarca de Lisboa, Dom Manuel Clemente
Monsenhor Victor Feytor Pinto
Eleição da Coordenação da PAR - Plataforma de Apoio aos Refugiados,
último acto público em representação da Assembleia dos Cavaleiros Portugueses
Com Dr. Rui Marques, Coordenador da PAR e
Dr. António Ponces de Carvalho, Confrade e Amigo
«...Enquanto Bom Cristão, o «nosso» João Pedro nunca desistiu de dar o seu melhor em prol da nossa Ordem, da nossa vida religiosa e da boa concretização dos nossos objetivos de natureza assistencial, sempre no respeito do nosso carisma próprio enquanto Ordem Católica de Cavalaria: o Tuitio Fidae e o Obsequium Pauperum.
Podemos dizer que a dinamização da presença da Ordem de Malta no nosso País, e também além fronteiras - designadamente por ocasião da Peregrinação anual e internacional da Ordem de Malta a Lourdes - nos últimos três anos muito lhe deve (...)» 
«Mas o João Pedro também foi, além de confrade exemplar, um verdadeiro e autêntico «Nobre» no que isso quer real e essencialmente dizer; respeitando e dignificando as Tradições da sua Família e transmitindo a sua visão coerente, generosa, tolerante e solidária da Vida e dos outros aos seus.
Foi também inequivocamente um grande amigo, cujas relações com aqueles que lhe eram próximos e com os quais desenvolvia laços se pautavam por uma imensa afetividade assente numa verdadeira e autêntica estima.», escreveu S.E. o Sr. Conde de Albuquerque, Presidente do Conselho da Assembleia dos Cavaleiros Portugueses.


Cortejo fúnebre à saída da Basílica da Estrela

(fotos do funeral: Revista CARAS)
Perpassa por todas as mensagens e manifestações, assim como pelos rostos de todos os que participaram nesta última caminhada do Nosso Querido João Pedro, esse profundo pesar que a todos assolou na manhã desta quinta-feira. Para os Membros da Assembleia dos Cavaleiros Portugueses da Ordem de Malta era muito comum e até frequente receber mensagens oficiais, formais e informais, do Senhor Secretário-Geral do Conselho ou simplesmente do Dr. João Pedro. Todos estavam, no entanto, longe de imaginar este dia. Esta mensagem. Uma mensagem da Ordem, não enviada ou assinada pelo Dr. João Pedro, mas sobre o Dr. João Pedro. Sobre o falecimento do Nosso João Pedro!
Pessoalmente, tive a felicidade de ingressar como membro da Ordem no mesmo ano em que o Dr. João Pedro assumiu funções no Conselho da Assembleia Portuguesa. Privilegiou-me sempre com muita atenção, simpatia, bom-trato e até amizade. Mas não sucedeu nem sucedia apenas comigo. O Dr. João Pedro era genuinamente assim! Um Homem elegante, educado, de bom-trato e muita atenção para com os Seus. Um exemplo!
É uma enorme perda para todos quantos tinham o privilégio do seu convívio. Uma perda tremenda para a Assembleia dos Cavaleiros Portugueses da Ordem Soberana e Militar de Malta.

António Brandão de Pinho,
Confrade e Amigo

quinta-feira, 25 de junho de 2015

"O Cavaleiro da Ordem de Malta"
Séc. XVIII
Venerável Ordem Terceira de São Francisco do Porto.
Esta belíssima obra foi recentemente objecto de restauro por Andréa Carolina Fernandes Teixeira, Mestre em Conservação e Restauro de Bens Culturais - especialidade em Pintura pela Universidade Católica Portuguesa.
Para mais desenvolvimentos sobre esta pintura e o trabalho de restauro, ver Estudo científico e técnico-material de conservação e restauro da pintura sobre tela O Cavaleiro da Ordem de Malta, pertencente ao espólio artístico da Venerável Ordem Terceira de São Francisco do Porto, in FILERMO - Publicação da Assembleia dos Cavaleiros Portugueses da Ordem Soberana e Militar de Malta, Vol.16, Porto, 2014, pp. 81-116.

domingo, 31 de maio de 2015

Recuperação dos azulejos de Santa Luzia

Foram recentemente adjudicados os trabalhos de recuperação e conservação dos azulejos do Miradouro de Santa Luzia, em Lisboa, onde se situa a Igreja de Santa Luzia e São Brás, sede da Assembleia dos Cavaleiros Portugueses da Ordem Soberana e Militar de Malta. Trata-se, com efeito, de um dos mais belos miradouros da cidade, com uma das mais imponentes vistas panorâmicas sobre o bairro de Alfama e rio Tejo.
As obras, que decorrerão até final do corrente ano, terão em vista a recuperação e conservação dos azulejos deste miradouro, em cujos detalhes se podem observar representações da Praça do Comércio antes do Terramoto de 1755 e também da conquista cristã do castelo de S. Jorge.


sábado, 16 de maio de 2015

Brasão de Armas de Cavaleiro da Ordem de Malta
Painel de azulejos com motivo heráldico, 56x42cm
Lisboa, c.1580

Este painel com as «armas» de um cavaleiro da Ordem de Malta, ainda não identificado, é uma peça muito significativa da primeira produção portuguesa, de gosto ítalo-flamengo, que teve na Quinta da Bacalhoa o seu núcleo profano de maior importância.
por Maria Antónia Pinto de Matos, in Azulejo. Obras do Museu Nacional do Azulejo

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Cavaleiro Português entre os mais altos dignitários da Ordem de Malta

Volvidos mais de dois séculos, um Cavaleiro Português volta a figurar entre os mais altos dignitários da Ordem Soberana e Militar de Malta. Trata-se, com efeito, de S.E. o Senhor D. Ruy Gonçalo do Valle Peixoto de Villas-Boas (Guilhomil), membro da Assembleia dos Cavaleiros Portugueses, presidida por S.E. o Senhor Conde de Albuquerque, que proferiu os seus votos perpétuos enquanto Cavaleiro Professo e de Justiça, perante S.A.E. o Príncipe e Grão-Mestre da Ordem, Frà Matthew Festing, que para o efeito se deslocou propositadamente a Portugal, mais própriamente ao Mosteiro de Leça do Balio.
Com esta ascensão de S. E. o Senhor D. Ruy de Villas-Boas a Assembleia dos Cavaleiros Portugueses volta a ter membros nas três classes da Ordem, a saber: Primeira Classe (os membros professos de votos religiosos - obediência, castidade e pobreza); Segunda Classe (os membros que fazem promessa de obediência); Terceira Classe (os membros que não pronunciam votos religiosos nem promessa de obediência, mas juram cumprir os regulamentos da Ordem).
Também nesta mesma ocasião, o Cavaleiro Dr. João Esquível Freire de Andrade foi recebido oficialmente como noviço para Cavaleiro Professo.
A cerimónia, a que presidiu Sua Excelência Reverendíssima o Senhor Bispo do Porto, D. António Fonseca dos Santos, ladeado por vários Capelães Magistrais da Ordem, teve lugar no passado dia 29 de Maio.
 
Para mais desenvolvimentos, consultar o blog da Assembleia dos Cavaleiros Portugueses

Cavaleiro Dr. João Freire de Andrade a proferir os seus Votos perante S.A.E. o Grão-Mestre

Cavaleiro Dr. João Freire de Andrade e S.E. Senhor D. Ruy Villas Boas

S.E. o Senhor D. Ruy Villas Boas a proferir os seu Votos perante S.A.E. o Grão-Mestre

S.E. o Senhor D. Ruy Villas Boas a cumprir o ritual de admissão

Sua Excelência Reverendíssima o Senhor Bispo do Porto a cumprimentar
S.E. o Senhor D. Ruy Villas Boas

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Com os peregrinos a caminho de Fátima!

 
Durante os próximos dias estaremos na estrada, com o CVOM - Corpo de Voluntários da Ordem de Malta, a auxiliar, confortar, recuperar e incentivar os peregrinos que demandam o Santuário de Fátima. Se vai para a estrada, redobre a sua atenção, ajude e incentive a fazer este caminho; um caminho de fé e devoção, mas também de tolerância, respeito pelas razões e convicções do outro, de liberdade e solidariedade.
 
"Desde tempos imemoriais que os peregrinos – vocábulo de origem latina, per agrum, que significa ‘pelos campos’ –, realizam, no âmbito histórico e religioso, individualmente ou em grupo, jornadas em direção a um determinado lugar sagrado.
Em Portugal, existe uma forte tradição na realização de peregrinações cristãs direccionadas para os mais variados locais de culto, com destaque para aquelas que se decorrem no Santuário de Fátima, que envolve inúmeras pessoas.
É de referir que a condição de peregrino não se esgota na intenção de caminhar em direção de um lugar sagrado; importa também valorizar o motivo que o levou a fazer essa jornada, determinante para a sua vida, onde muitas vezes se procura o sentido da própria existência, como um percurso interior.
4. Importa referir, também, que o ato de peregrinar abrange uma amplitude que vai muito para além da condição de crente de quem o pratica, abrangendo uma dimensão social, cultural e económica que se deve também valorizar.
Na sua declaração de 23 de novembro de 1987, a propósito da revitalização do Caminho de Santiago, o Conselho da Europa reconhece “que a força que, ao longo dos tempos, animou os peregrinos e, para além das diferenças e interesses nacionais, os reuniu numa aspiração comum, nos inspire hoje, e muito particularmente os jovens, a percorrer estes caminhos, em ordem a construirmos uma sociedade fundada na tolerância, no respeito do outro, na liberdade e na solidariedade”.
 
in Resolução da Assembleia da República n.º 66/2014, que instituiu o Dia Nacional do Peregrino, publicada em DR, 1.ª Série, n.º 134, de 15 de julho de 2014.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Marcos de Malta da antiga comenda de Rossas

Recentemente, na Quinta-Feira Santa, deflagrou um grande incêndio florestal nas freguesias de Chave, Tropeço e Rossas, no concelho de Arouca. A freguesia de Rossas foi uma antiga comenda da Ordem de Malta, desde os primórdios da Nacionalidade até à extinção das Ordens Religiosas em Portugal, encontrando-se aí, ainda hoje, muitos elementos patrimoniais desse tempo, dentre os quais cerca de três dezenas de marcos delimitativos da antiga comenda. Estes marcos encontram-se devidamente relacionados e inventariados por nós.
Duas semanas após o incêndio acorremos aos limites da freguesia de Rossas com a de Tropêço, averiguar os estragos provocados, de que fizemos o devido registo dos dois marcos (de pedra borneira) afectados pela ocorrência. Nos limites com aquela freguesia encontram-se ainda mais dois marcos (em granito), os quais não foram afectados.



quinta-feira, 16 de abril de 2015

FESTA DE SANTA MAFALDA EM AROUCA

Nos próximos dias 1 e 2 de maio realiza-se a tradicional e centenária festa em honra de Santa Mafalda, padroeira do mosteiro e concelho de Arouca.
Como já vem sendo tradição, deslocar-se-á àquele concelho do interior do distrito de Aveiro uma delegação da Ordem de Malta, que se fará representar nas cerimónias religiosas e procissão.
 
Programa:
1 de maio
16h00 – Concerto do Coro Gregoriano do Porto
2 de maio
09h30 – Alvorada com lançamento de foguetes
09h30 – Desfile da Banda Musical de Arouca através da Avenida 25 de Abril
10h45 – Acolhimento dos fiéis e devotos com audição de órgão na Igreja do Mosteiro
11h00 – Missa solene presidida pelo Bispo Auxiliar do Porto, D. João Lavrador, com a participação do Grupo Coral de Urrô, acompanhado ao órgão pelo organista titular Nicolas Roger. A Missa será transmitida, em direto, numa gentileza da Rádio Regional de Arouca.
13h00 – Almoço no Hotel São Pedro
15h00 – Concerto pela Banda Musical de Arouca, na Praça Brandão de Vasconcelos
17h00 – Cerimónias religiosas e procissão solene pelas ruas de Arouca, com a representação das Irmandades e Confrarias do Concelho de Arouca, dos Cavaleiros da Ordem de Malta e da Irmandade do Mosteiro de Lorvão.
18h30 – Continuação do concerto na Praça Brandão de Vasconcelos
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EXPOSIÇÃO DÁ A CONHECER A VIDA DE «MAFALDA SANCHES: PRINCESA, RAINHA E SANTA DE AROUCA»
«Mafalda Sanches: Princesa, Rainha e Santa de Arouca» é o título de uma exposição que reúne imagens, livros e documentos que nos ajudam a compreender melhor a vida daquela que ficou conhecida como Rainha Santa Mafalda. Filha de D. Sancho I, neta de D. Afonso Henriques, Mafalda foi uma das principais responsáveis pelo esplendor do Mosteiro de Arouca, sendo reconhecida pela história como uma mulher devota, trabalhadora, santa e boa gestora do património e do território que lhe foram confiados. A exposição biblio-iconográfica está patente ao público na Biblioteca Municipal de Arouca, de 2 a 15 de maio. in CMA
 

domingo, 29 de março de 2015

Documentos existentes na Torre do Tombo

Dada a sua manifesta utilidade e interesse, e com a devida vénia ao Arquivo Nacional Torre do Tombo, entendemos reunir e disponibilizar aqui os link´s directos para as versões digitalizadas de alguns dos documentos referentes à Ordem do Hospital de S. João de Jerusalém aí existentes:
http://digitarq.dgarq.gov.pt/details?id=4633130
Carta pela qual D. Afonso Henriques fez doação a D. Raimundo, procurador da Casa de Jerusalém,
e a D. Aires, prior em Portugal da mesma Casa
Carta de confirmação geral à Ordem do Hospital de todos os seus privilégios e liberdades

sábado, 28 de março de 2015

Visita à Igreja de Santa Luzia e São Brás

Participantes atentos às explicações do orientador Dr. Jorge de Matos
Durante a tarde deste sábado, acompanhámos a visita de estudo dos participantes nos Cursos Livres de Introdução à Heráldica e de Cavalaria Espiritual e Tradição Literária, ministrados na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova à Igreja de Santa Luzia e São Brás, em Lisboa. Muitas das temáticas abordadas naqueles cursos encontram a sua tradução prática e ainda vivenciada neste templo que, embora de traça simples, tem uma história que remonta aos primórdios da Nacionalidade e é hoje a sede da Assembleia dos Cavaleiros Portugueses da Ordem Soberana e Militar de Malta, herdeira das tradições hospitalárias, assistenciais, religiosas e culturais da Ordem do Hospital de S. João de Jerusalém, de Rodes e de Malta, em Portugal.

sexta-feira, 20 de março de 2015

Grão-Mestre da Ordem de Malta em Portugal

Nos próximos dias 28, 29 e 30 de Abril, Sua Alteza Eminentíssima o Príncipe e Grão Mestre da Ordem de Malta, Frà Mattew Festing, estará de regresso a Portugal. Desta feita, ao Norte do País e muito particularmente ao Mosteiro de Leça do Balio, primeira sede da Ordem de Malta, então dita de S. João do Hospital de Jerusalém, em Portugal, onde receberá os votos perpétuos de Frà Ruy Villas-Boas (Guilhomil), como Cavaleiro Professo.
Depois de ter proferido votos temporários em 2012, S.E. o Senhor Embaixador Eng. D. Ruy Gonçalo de Valle Peixoto de Villas-Boas (Guilhomil), irá agora proferir os votos perpétuos como Cavaleiro Professo, facto que só encontra paralelo na história dos Cavaleiros Portugueses se remontados cerca de dois séculos de história.
 
Grão Mestre Frà Matthew Festing com Sua Santidade o Papa Emérito Bento XVI
 
Grão Mestre Frà Matthew Festing com Sua Santidade o Papa Francisco
 
Grão Mestre Frà Matthew Festing com S.E. o Presidente da República, Doutor Cavaco Silva
aquando da Visita de Estado a Portugal realizada em 2010
 

D. Ruy Villas-Boas junto à imagem de S. João Baptista, patrono da Ordem de Malta

D. Ruy Villas-Boas a proferir os votos temporários enquanto Cavaleiro de Justiça,
perante Sua Alteza Eminentíssima o Príncipe e Grão Mestre da Ordem
 Fonte: Blogue da Assembleia dos Cavaleiros Portugueses

sexta-feira, 13 de março de 2015

Conde de Albuquerque renova mandato como presidente da Ordem de Malta em Portugal

S.E. o Senhor Conde de Albuquerque, Dr. D. Augusto de Athayde acaba de renovar o mandato, por mais 4 anos, como presidente do Conselho da Assembleia dos Cavaleiros Portugueses da Ordem Soberana e Militar de Malta.
A Mesa da Assembleia Geral será agora presidida por S.E. o senhor Professor Doutor D. Gonçalo Pinto de Mesquita da Silveira de Vasconcelos e Sousa (Castelo Melhor), CHD, e S.E. o Senhor Professor Doutor Pedro Mário Soares Martínez, CGM, renova também o mandato à frente do Conselho Fiscal.
 
Conde de Albuquerque
De seu nome completo Augusto Duarte de Andrade Albuquerque Bettencourt de Athayde, (n.08.XI.1965, em Lisboa), D. Augusto de Athayde, tem o título nobiliárquico de 4.º Conde de Albuquerque, que lhe adveio por via materna, com ascendência em São Sebastião, Ponta Delgada, Açores, da naturalidade do 1.º Conde de Albuquerque, e é casado com a Senhora Dona Maria Joana Aouad de Mendonça de Siqueira, 8.ª Condessa de Azambuja. Licenciado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa, exerce a sua atividade profissional como advogado e administrador de empresas.
Admitido como Cavaleiro de Honra e Devoção da Assembleia dos Cavaleiros Portugueses, em 1987, sendo hoje Grã-Cruz de Honra e Devoção em Obdiência, foi o primeiro Embaixador da Ordem em São Tomé e Príncipe (1998-2003) e é  Grã-Cruz da Ordem Melitense. É ainda Consul Honorário da República de Malta nos Açores, Cavaleiro da Real Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, Cavaleiro da Ordem do Santo Sepulcro e Grã-Cruz da Ordem Constantiniana de S. Jorge.
 
8.º Presidente da Assembleia dos Cavaleiros Portugueses
Desde a sua fundação em 31 de Maio de 1899 e até D. Augusto de Athayde, a Assembleia dos Cavaleiros Portugueses da Ordem Soberana e Militar de Malta, foi sucessivamente presidida por: D. António de Carvalho e Mello Daun de Albuquerque e Lorena, 6.º Marquês de Pombal; D. Caetano Henriques Pereira de Faria Saldanha e Lancastre, 4.º Conde de Alcáçovas; D. Francisco Maria Martinho de Almeida Manoel de Vilhena, 9.º Conde de Vila Flor; D. Henrique Leite Pereira de Paiva Távora e Cernache, 4.º Conde de Campo Belo; D. Bernardo de Sousa e Holstein Beck, 2.º Marquês de Monfalim; Professor Doutor Martim Eduardo Corte-Real de Albuquerque; e por D. Miguel Rafael Gabriel Xavier Teresa Maria Félix de Bragança, 7.º Duque de Viseu.

segunda-feira, 9 de março de 2015

S. João Baptista e a alusão ao Cordeiro de Deus sob estandarte com a cruz de Malta
Pintura a óleo sobre madeira, século XVIII
(oferecida à Assembleia dos Cavaleiros Portugueses da OSMM,
pelo Cavaleiro Prof. Doutor João de Figueiroa-Rêgo)


domingo, 1 de março de 2015

Processo de Beatificação de Frá Andrew Bertie

No passado dia 20 de fevereiro foi oficialmente instaurado o processo para a beatificação e canonização do antigo Grão-Mestre da Ordem de Malta  Frá Andrew Bertie. A cerimónia teve lugar a seguir à Santa Missa realizada na Basílica de São João de Latrão, a primeira das quatro basílicas papais de Roma e a mais antiga igreja do Ocidente, presidida por Sua Eminência Reverendíssima o Senhor Cardeal Raymonde Leo Burke, Capelão-Patrono da Ordem de Malta.
 

A este ato solene, massivamente participado por membros da Ordem (cerca de 1300, oriundos de 35 países), sob presidência de Sua Alteza Eminentíssima Frá Matthew Festing, dignou-se assistir S.E. o Presidente da Assembleia dos Cavaleiros Portugueses da Ordem de Malta, Senhor Conde de Albuquerque, Dr. Augusto de Athayde.
Este acontecimento é tão mais importante, quando se trata da primeira vez, ao longo dos seus já mais de 900 anos de história, que a Ordem de Malta vê um seu antigo Grão-Mestre proposto para ser elevado à glória dos altares.
Depois do Papa João Paulo II, esta foi a segunda vez na história que a investigação de um processo de beatificação teve a sua abertura oficial nesta Basílica e não no palácio do Vicariato, dada a presença de muitos devotos.
 
Como se processa a beatificação e canonização?
O processo seguirá a portas fechadas, sendo que em aberto estão duas coisas distintas: a beatificação, que consiste no reconhecimento da sua santidade e autorização de culto em âmbito local e; a canonização, que consiste no reconhecimento da sua santidade com a prática do culto universal para toda a Igreja.
De acordo com a constituição apostólica Divinus perfectionis Magister, aprovada em 1983 pelo Papa João Paulo II, assim como com as normas expedidas pela Congregação para a Causa dos Santos, de que é perfeito emérito o Nosso Cardeal Dom José Saraiva Martins, o processo tem uma primeira etapa na diocese em que faleceu Andrew Bertie, a que se segue uma outra em Roma, onde se examina toda a documentação enviada pelo respetivo Bispo diocesano. Após exame profundo da documentação efetuada pelos teólogos e especialistas, competirá a Sua Santidade o Papa declarar a heroicidade das virtudes, a autenticidade dos milagres, a beatificação e/ou a canonização.
A tramitação do processo de santidade de Andrew Bertie, cuja fama de santo se tem vindo a sustentar, passará por algumas etapas distintas. Cinco anos após a sua morte (no caso do Papa João Paulo II, foi menos), qualquer católico ou grupo de fiéis pode iniciar o processo (como foi este o caso, com a petição apresentada pelo atual Grão-Mestre da Ordem). Seguidamente, juntam-se os testemunhos e pede-se a permissão à Santa Sé. Quando se consegue esta permissão, procede-se ao exame detalhado dos relatos das testemunhas, a fim de apurar de que forma a pessoa em questão exercitou a heroicidade das virtudes cristãs. Aos bispos diocesanos competirá a tarefa de investigar acerca da vida, virtudes ou martírio e fama de santidade ou de martírio e/ou milagres aduzidos ao dito Servo de Deus, cuja canonização se pede. Este levantamento de informações é depois enviado à Santa Sé e, então, se o exame dos documentos for positivo, o "Servo de Deus" é proclamado "Venerável". Chegados a este momento, a segunda etapa do processo consiste no exame dos milagres atribuídos à intercessão do "Venerável". Se um destes milagres for considerado autêntico, o "Venerável" é considerado "Beato". Se após esta beatificação se verificar um outro milagre devidamente reconhecido, então o beato é proclamado "Santo".
 
Fontes e Fotos: Blogue da Assembleia dos Cavaleiros Portugueses, Agência Ecclesia e Site Oficial da Ordem de Malta

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Estatutos fundadores da Assembleia dos Cavaleiros Portugueses da Ordem Soberana e Militar de S. João de Jerusalém ou de Malta

 
"Sendo-me presente a solicitação feita pelo marquez de Pombal, par do reino, na qualidade de bailio da Ordem de Malta, e por outros dignitários d'esta, para que seja reconhecida a existência legal à assembléa portugueza da mesma ordem, que desejam organisar no reino com séde em Lisboa;
Attendendo a que os fins benéficos que os impetrantes pretendem realizar, por via da sobredita instituição, a tornam de manifesta utilidade publica e fazem digna da contemplação que similhantes assembléas têem merecido n'outras nações; e
Conformando-me com o parecer do conselheiro procurador geral da corôa e fazenda: hei por bem decretar que fique reconhecida a existência legal à Assembléa dos Cavaleiros Portuguezes da Ordem de S. João de Jerusalém ou de Malta, organisada nos termos e exclusivamente para os fins estabelecidos nos estatutos que fazem parte do presente decreto e baixam assignados pelo presidente do conselho de ministros, ministro e secretário d'estado dos negócios do reino, que assim o tenha entendido e faça executar. Paço das Necessidades, em 25 de maio de 1899.
=REI.=José Luciano de Castro."
 
(Segue a redação dos Estatutos, com 8 artigos)
 
Aprovados pelo Ex.mo Princípe Grão Mestre, e pelo Conselho da Ordem, por Decreto de 13 de junho de 1899. Grão Mestrado em Roma na mesma data. Cavaleiro Da Mosto, Chancheller.
Logar do Sello
Está conforme, Lisboa 23 de junho de 1899.
 
O Bailio Presidente, Marquez de Pombal
O Cavaleiro Secretário, Visconde de Alferrarede

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O então Marquês de Pombal, 6.º deste título, era D. António de Carvalho e Mello Daun de Albuquerque e Lorena (n.27.XII.1850, f.25.XI.1911). Assumiu a presidência do Conselho assumiu desde a fundação da Assembleia até ao ano de sua morte, em 1911. Foi Bailio Grã-Cruz de Honra e Devoção da Ordem.
O então Visconde de Alferrarede, 1.º deste título e 1.º Conde de Alferrarede a que foi elevado em 1903, era D. Carlos de Sá Pais do Amaral Pereira de Menezes (n.03.X.1865, f.04.VIII.1909). Foi Cavaleiro de Honra e Devoção da Ordem.