domingo, 31 de maio de 2015

Recuperação dos azulejos de Santa Luzia

Foram recentemente adjudicados os trabalhos de recuperação e conservação dos azulejos do Miradouro de Santa Luzia, em Lisboa, onde se situa a Igreja de Santa Luzia e São Brás, sede da Assembleia dos Cavaleiros Portugueses da Ordem Soberana e Militar de Malta. Trata-se, com efeito, de um dos mais belos miradouros da cidade, com uma das mais imponentes vistas panorâmicas sobre o bairro de Alfama e rio Tejo.
As obras, que decorrerão até final do corrente ano, terão em vista a recuperação e conservação dos azulejos deste miradouro, em cujos detalhes se podem observar representações da Praça do Comércio antes do Terramoto de 1755 e também da conquista cristã do castelo de S. Jorge.


sábado, 16 de maio de 2015

Brasão de Armas de Cavaleiro da Ordem de Malta
Painel de azulejos com motivo heráldico, 56x42cm
Lisboa, c.1580

Este painel com as «armas» de um cavaleiro da Ordem de Malta, ainda não identificado, é uma peça muito significativa da primeira produção portuguesa, de gosto ítalo-flamengo, que teve na Quinta da Bacalhoa o seu núcleo profano de maior importância.
por Maria Antónia Pinto de Matos, in Azulejo. Obras do Museu Nacional do Azulejo

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Cavaleiro Português entre os mais altos dignitários da Ordem de Malta

Volvidos mais de dois séculos, um Cavaleiro Português volta a figurar entre os mais altos dignitários da Ordem Soberana e Militar de Malta. Trata-se, com efeito, de S.E. o Senhor D. Ruy Gonçalo do Valle Peixoto de Villas-Boas (Guilhomil), membro da Assembleia dos Cavaleiros Portugueses, presidida por S.E. o Senhor Conde de Albuquerque, que proferiu os seus votos perpétuos enquanto Cavaleiro Professo e de Justiça, perante S.A.E. o Príncipe e Grão-Mestre da Ordem, Frà Matthew Festing, que para o efeito se deslocou propositadamente a Portugal, mais própriamente ao Mosteiro de Leça do Balio.
Com esta ascensão de S. E. o Senhor D. Ruy de Villas-Boas a Assembleia dos Cavaleiros Portugueses volta a ter membros nas três classes da Ordem, a saber: Primeira Classe (os membros professos de votos religiosos - obediência, castidade e pobreza); Segunda Classe (os membros que fazem promessa de obediência); Terceira Classe (os membros que não pronunciam votos religiosos nem promessa de obediência, mas juram cumprir os regulamentos da Ordem).
Também nesta mesma ocasião, o Cavaleiro Dr. João Esquível Freire de Andrade foi recebido oficialmente como noviço para Cavaleiro Professo.
A cerimónia, a que presidiu Sua Excelência Reverendíssima o Senhor Bispo do Porto, D. António Fonseca dos Santos, ladeado por vários Capelães Magistrais da Ordem, teve lugar no passado dia 29 de Maio.
 
Para mais desenvolvimentos, consultar o blog da Assembleia dos Cavaleiros Portugueses

Cavaleiro Dr. João Freire de Andrade a proferir os seus Votos perante S.A.E. o Grão-Mestre

Cavaleiro Dr. João Freire de Andrade e S.E. Senhor D. Ruy Villas Boas

S.E. o Senhor D. Ruy Villas Boas a proferir os seu Votos perante S.A.E. o Grão-Mestre

S.E. o Senhor D. Ruy Villas Boas a cumprir o ritual de admissão

Sua Excelência Reverendíssima o Senhor Bispo do Porto a cumprimentar
S.E. o Senhor D. Ruy Villas Boas

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Com os peregrinos a caminho de Fátima!

 
Durante os próximos dias estaremos na estrada, com o CVOM - Corpo de Voluntários da Ordem de Malta, a auxiliar, confortar, recuperar e incentivar os peregrinos que demandam o Santuário de Fátima. Se vai para a estrada, redobre a sua atenção, ajude e incentive a fazer este caminho; um caminho de fé e devoção, mas também de tolerância, respeito pelas razões e convicções do outro, de liberdade e solidariedade.
 
"Desde tempos imemoriais que os peregrinos – vocábulo de origem latina, per agrum, que significa ‘pelos campos’ –, realizam, no âmbito histórico e religioso, individualmente ou em grupo, jornadas em direção a um determinado lugar sagrado.
Em Portugal, existe uma forte tradição na realização de peregrinações cristãs direccionadas para os mais variados locais de culto, com destaque para aquelas que se decorrem no Santuário de Fátima, que envolve inúmeras pessoas.
É de referir que a condição de peregrino não se esgota na intenção de caminhar em direção de um lugar sagrado; importa também valorizar o motivo que o levou a fazer essa jornada, determinante para a sua vida, onde muitas vezes se procura o sentido da própria existência, como um percurso interior.
4. Importa referir, também, que o ato de peregrinar abrange uma amplitude que vai muito para além da condição de crente de quem o pratica, abrangendo uma dimensão social, cultural e económica que se deve também valorizar.
Na sua declaração de 23 de novembro de 1987, a propósito da revitalização do Caminho de Santiago, o Conselho da Europa reconhece “que a força que, ao longo dos tempos, animou os peregrinos e, para além das diferenças e interesses nacionais, os reuniu numa aspiração comum, nos inspire hoje, e muito particularmente os jovens, a percorrer estes caminhos, em ordem a construirmos uma sociedade fundada na tolerância, no respeito do outro, na liberdade e na solidariedade”.
 
in Resolução da Assembleia da República n.º 66/2014, que instituiu o Dia Nacional do Peregrino, publicada em DR, 1.ª Série, n.º 134, de 15 de julho de 2014.